sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vida com pressa

Ontem assisti um filme onde ele ganha um controle remoto que pode controlar todos os minutos da vida do personagem. Cada problema cotidiano que surge ele para a cena, volta no tempo para lembrar e claro, adianta a vida para chegar logo nos momentos que ele julgava que seriam aqueles em que finalmente resolveriam a sua vida.
Era só um filme, mas retrata tanto da nossa realidade. Estamos sempre esperando o momento certo para viver. Depois que terminar a escola. Depois que terminar a faculdade. Quando arrumarmos o grande emprego. No momento em que encontrarmos o amor. Então quando casarmos. Os filhos nascerem. Os filhos crescerem. A casa própria. Um carro melhor. Quando tivermos determinada quantia. Quando a saúde melhorar. Estivermos mais magros. Enfim, em qualquer evento futuro, onde mora a felicidade.
Mas tem um momento em que percebemos que o tempo passou e então dá vontade de voltar para alguns momentos que já passaram e que acreditamos que agora teriamos condições de tomar outras decisões, em que teriamos nos divertido mais do que fizemos.
No filme ele tem essa oportunidade. Pode retornar ao exato momento em que ganha o controle e então percebe que tem a oportunidade de ver os filhos crescerem, estar realmente com a mulher que ama, ainda dar um abraço em seus pais vivos.
Infelizmente nossa vida não é um filme que pode voltar. Não teremos oportunidade de voltar e fazer diferente. A nossa única oportunidade é exatamente esse momento. Pensando nisso, vim aqui escrever e ficar feliz.
Você já ficou feliz hoje?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Conchinhas guardadas

Andei sumida. Eu estava andando por dentro de mim mesma. Acredito que as vezes precisamos desse tempo dentro da gente para encontrarmos nossas razões. Tem uma música que eu acho muito linda que ele diz que algumas vezes quando perdemos nosso caminho é muito bom, porque é quando nós nos encontramos.
Eu tinha vários textos guardados em disquetes e finalmente resolvi guardar em algo mais moderno. Encontrei minhas conchinhas guardadas e passei algumas horas comigo mesma, rindo muito de coisas que já pensei, já senti. Foi um reencontro.
Nesse tempo fiquei mais velha um ano e ando questionando a vida, as razões, o que realmente importa, o que não tem a mínima importância.
Você já olhou suas conchinhas guardadas? Sabe, aquelas fotos, pedaços de papéis, antigas agendas. Coisas assim que vamos acumulando e que contam um pedacinho da gente. Não é saudade. Não é vontade de voltar no tempo. É apenas um reencontro com uma parte de você. Também é uma ótima oportunidade para fazer uma faxina de sentimentos e colocar no lixo aquilo que não serve mais.
Ainda estou na minha faxina, mas percebi que gostaria de dividir esse momento com alguém e lembrei de você. Enquanto escrevo está um lindo dia de sol com muito frio. É outono. Ainda estamos comovidos com o avião que caiu no mar, levando sonhos, amores, futuros.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Com coração

O caminho que você está tem coração? Ando fazendo essa pergunta para mim mesma. O que é um caminho com coração? Aquele que faz sua alma vibrar, dançar, cantar.
Uma vez estava em dúvida quanto a uma decisão que precisava tomar, então uma amiga com olhar de anjo me falou para eu escutar o meu coração.
Mas não é muito fácil escutar o coração, porque normalmente não escutamos, então não criamos o hábito e começa a ficar difícil entender as mensagens do coração.
Uma outra amiga também precisava tomar uma decisão. Ela mesma me falou que se ela escutasse a razão não voltaria com o antigo namorado, mas ela escolheu escutar o coração e voltou. Dois meses depois ela se separou definitivamente, pois estar com ele tornava ela infeliz.
Então o coração estava errado? Acho que não, porque depois disso, finalmente ela se sentiu livre para olhar outros amores e então encontrou a pessoa que realmente fazia a alma dela vibrar, sem sofrer.
O coração tem caminhos que a razão desconhece para resolver nossas questões.
Como minha amiga eu também resolvi aquela dúvida com o caminho que meu coração apontou, mas só agora meses depois eu estou começando a entender o que realmente meu coração estava me dizendo.
O que faz você vibrar, dançar, sentir realmente a felicidade? Por que não está vivendo isso? Por que não está neste caminho?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Frustrações

Escrevi um texto, salvei e agora não consigo publicar ele aqui. Bate aquela frustração diante da máquina, desse máquina que considero maravilhosa, misteriosa e totalmente frustrante. Mas vencendo minha frustração, eu estou fazendo esse novo texto. Talvez aquele não fosse para eu publicar.
Como lidar com as frustrações? Queria tanto algumas coisas e não consegui. Uma parte de mim ainda diz que existe tempo para eu conseguir, outra diz que fazem parte dos ensinamentos da vida.
A criança que existe em mim quer espernear, gritar e exigir que as coisas sejam como eu queria que fossem. A pessoa sábia que habita em mim (em menor espaço) diz que muitas vezes não conseguir o que se quer é uma benção. O restante de mim fica com a frustração na mão sem saber muitas vezes onde colocar, como caminhar com ela.
Bem, hoje acordei e resolvi vir aqui e dividir a minha frustração. Por que estou frustrada em especial? Não importa. Queria só dizer que as vezes as coisas não dão certo mesmo. Não dão certo para mim, não dão certo para você e procurando uma solução para isso remexi na minha sacola de talismãs (depois explico ela melhor) e encontrei algo para me ajudar.
O tempo também vai levar isso. Ele leva o bom e o ruim. Isso também é passageiro. Esse momento também vai passar .

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Qual é a sua fome?

Assisti um programa onde a apresentadora engordou muito no último ano. Ela falou que faltou amor por si mesma. Ela não foi a prioridade da sua vida?
Somos a nossa prioridade? Por que procuramos carinho e atenção em comidas, bebidas ou outras drogas?
Qual é a sua fome? Qual é o seu vazio que te leva para o pote de sorvete, a pizza, a batata frita, o chocolote ou qualquer outra comida?
Hoje estou com muitas perguntas e procurando respostas para colocar. Por que chegamos ao ponto de não nos amarmos? De onde vem todas as cobranças que fazemos de nós mesmos?
Entendo atitudes de outras pessoas e muitas vezes não entendo as minhas. Aceito não ser bem tratada por outras pessoas, mas me afundo em culpa se tenho uma atitude não muito legal com outra pessoa. Por que?
Será que consigo ser a minha prioridade? Eu achava que a apresentadora era a prioridade dela. Ela tem sucesso, dinheiro e parece ser feliz naquilo que faz. Achei que todo o tempo dela era dela. Talvez o começo de uma resposta esteja justamente aí. Acreditamos em muitas coisas que nos dizem e sempre parece que não temos os requisitos necessários para estarmos felizes. Sempre está faltando.
O que te faz feliz? Você seria capaz de se aceitar nesse instante, sem que nada, mas nada tenha que acontecer ou ser mudado?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Carinho

Estou lendo um livro sobre um gato em uma biblioteca pública. A princípio achei que seria um livro só para quem gosta de gatos, como é o meu caso, mas não é. Ele fala da necessidade de carinho que todos nós temos. A falta que faz um aconchego, um olhar, uma atenção.
Acho que todas as pessoas estão sentindo falta disso. Entramos nos lugares e ninguém nos olha de verdade. Nós também não olhamos para ninguém. E o mundo fica sozinho.
Todos temos problemas e um carinho não vai resolver o problema, mas ele vai amenizar. O carinho vai tornar mais suportável passar e encontrar a solução para o problema.
Não tenho tempo para perder com carinhos, talvez você esteja pensando. Ninguém realmente tem tempo para nada. Mas de repente algo acontece e nos obriga a parar e aí tudo que tinha importância deixa de ter. Geralmente esses momentos trazem situações dificeis e nesse momento talvez tudo o que tenha importância seja receber um carinho, um colo, um aconchego.
Não precisamos economizar isso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O que dizer?

Reli tudo o que escrevi e pensei sobre o que escrever hoje. Já fui andar na praia, ou melhor, no calçadão ao lado da praia. O mar tomou o lugar da areia, então não está sendo possível caminhar olhando o mar bem de perto.
O dia está nublado. O sol não quis dar a graça. Estou naquele estado do país onde a calamidade se instalou. Durante dias só falamos da chuva. Ela era nossa companheira constante. Agora ela está dando algumas oportunidades para o sol, mas mesmo assim, qualquer pingo acelera o coração.
Não vi tudo aquilo de perto. Não vi a inundação, o morro descendo levando casas, coisas, sonhos e vidas. Ao mesmo tempo estava aqui perto, em um dos lugares seguros.
Fiquei pensando hoje no que escrever aqui e esse assunto veio em mim. Um minuto para mudar a nossa vida, a nossa história. Acreditamos que estamos seguros, querendo controlar as situações e de repente, não mais que de repente, algo acontece e muda tudo. Coisas que eram de uma importância vital deixam de ser. Pessoas que não conhecemos passam a ser as únicas com quem podemos contar. Não temos tempo nem de dizer adeus para alguém que guardamos nosso amor para um momento melhor de vida.
Entramos na estrada e acreditamos que sabemos o caminho. Então vem uma barreira, a montanha desce e toma o lugar. Pegamos desvios. O caminho muda. Nossos valores mudam também. Alguns irão continuar a escrever as suas histórias. Outros colocaram um ponto final na sua.